2. Natal
Ao sol do inverno, avaro,
Tão glácido e tão claro
Por estas manhãs tristes.
Surdida, por engano,
No agonizar do ano,
Tão fora da estação!
Nos ásperos caminhos,
Aos olhos dos velhinhos,
Às almas das mendigas!
Transmito-vos a bênção,
Com que vos recompensam
Os seus sorrisos pálidos.
